Desejo


Oh, desejo que perturbas minh’alma
Tântrico, lascivo e impulsivo
Que desencadeia as mais pútridas sensações
Os anseios mais infames
E os instintos mais pútridos do meu ser.
Toque minha pele e a incendeie
Inflame minha sanidade
Faça-me perder o juízo
Que, ao sacrifício, tento manter.
Deleite-se, com sua boca de menina, o sabor que tanto desejas.
Prova-me
Sinta-se
Usa-me
Ouça as batidas descompassadas
Ouça o som de nossas vozes ritmadas.
Veja
Escute
Toque
Venha, minha doce criança
Seja minha esta noite
Apresentar-lhe-ei o verdadeiro Paraíso
Onde demônios festejam ao pecado da carne.
Deixe-me tocar o que tanto anseio
Deixe-me arrepiar seus pelos
Deixe-me desvendar seus segredos
Deixe-me aspirar seu cheiro
Incrustar-me em sua alma
Em seu corpo
Para sempre recordar:
És meu pecado, criança
Minha perdição
Meu erro.

É o caminho do qual eu jamais quero retornar.

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